Entrevista de Leonardo Gonçalves à Sony Music Gospel

10/09, 2010 por  
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leonardoVivendo os últimos instantes de expectativa pelo lançamento de seu primeiro trabalho pela Sony Music, Leonardo Gonçalves concedeu essa entrevista exclusiva para o site Sony Music Gospel

Conte para nós um pouco de sua história. Como começou a cantar, quantos CDs na carreira…

Eu comecei a cantar aos 15 anos de idade num colégio chamado IASP que fica em Hortolândia, interior de São Paulo. Eu havia recém chegado da Alemanha, onde vivi por quase 10 anos, e ainda nem sabia falar Português direito, mas, mesmo assim o Lineu Soares – maestro do coral – me convidou para participar do Coral Jovem do IASP que, na época, tinha 160 vozes. Ele também foi quem me convidou a participar do grupo Tom de Vida, mas demorou mais de 1 ano pra eu ganhar meu primeiro solo… aliás… o Tom de Vida foi realmente a minha escola; a primeira vez em que segurei um microfone, a primeira vez em que entrei em estúdio pra gravar, meu primeiro solo, minha primeira gravação de solo, minhas primeiras entrevistas de rádio e apresentações em igrejas e teatros. Foi um tempo muito bom em minha vida que durou, se eu contar junto com meu tempo no grupo Novo Tom que nasceu do Tom de Vida, quase 8 anos. E foi o tempo que tive de me preparar para um trabalho solo que se iniciou com o lançamento do cd “poemas e canções” em 2002 e se consolidou com o cd “viver e cantar” em 2007, ambos pela gravadora Novo Tempo.

E este primeiro trabalho pela Sony Music, por que estrear com esse CD tão diferenciado?

Na verdade é uma coisa realmente curiosa… E tenho muito que agradecer a D-s e aoMauricio Soares por este privilégio… Demorei 6 anos para gravar este CD e preciso admitir que sempre sonhei com a Sony Music para distribuí-lo, até porque como se trata de um CD sem uma palavra sequer em Português, ele poderia ser distribuído mundialmente, havendo interesse e estrutura para isto; e claro que a gente pode sonhar, rs…, neste caso com a Sony Music. Somente o fato da Sony Music abrir um departamento para música cristã/evangélica justamente no momento em que este trabalho ficou pronto, para mim já é uma “coincidência” que só posso atribuir a D-s. É claro que na minha primeira conversa com a Sony Music eles nem sabiam da existência deste projeto e, na verdade, estavam interessados no meu trabalho “regular” em Português, mesmo, mas graças a D-s, especialmente depois de ouvirem o resultado, aceitaram o desafio de iniciar minha atividade com a Sony Music com um projeto tão diferenciado, até porque ele já estava mixado e masterizado.

Conte para nós como foi todo o processo de produção deste trabalho e o que significa o título deste CD?

“Avinu Malkenu” traduzido significa “nosso Pai, nosso Rei” e é, talvez, a principal oração litúrgica do ponto alto das festas judaicas que são conhecidas como os 10 dias temíveis entre Rosh HaShaná (o ano novo judaico) e Yom Kippur (o dia da expiação). É uma súplica, quase um clamor a D-s para que Ele seja misericordioso e nos dê o Seu perdão e por isto é uma canção que nos une a todos nós, pois todos necessitamos da graça de D-s e de seu perdão.

Já a produção deste CD é uma longa história! O que eu posso resumir é que em cada fase do projeto a gente buscou os melhores estúdios e os melhores profissionais. Adilson K. Rodrigues foi basicamente o engenheiro que gravou todo o CD, cerca de 80 a 90% em estúdios como o Mosh, BeBop, KLB, Mega, Na Cena, etc… Depois fizemos a mixagem e a masterização com Nicholas Prout que é um audiófilo de primeira que trabalha na Chesky Records (uma gravadora extremamente purista que predominantemente produz Jazz) de Nova York… Este zelo e esta busca pelo melhor juntamente com o a necessidade de pesquisar e aprender MUITO para pode gravar este CD são as principais razões pelas quais demorou um pouco mais de 6 anos para ficar pronto. E incrível é pensar que tudo foi feito com dinheiro e investimento privado, de maneira independente.

E como têm sido os comentários deste CD que vem numa proposta totalmente diferente do comum?

Os comentários têm sido os mais incríveis! Mesmo por parte de pessoas das quais você não espera uma boa receptividade tenho ouvido e lido depoimentos maravilhosos. Acho que no coração de todo ser humano existe esta curiosidade em relação ao Judaísmo que beira o fascínio, até porque é a única cultura milenar que consegue se manter razoavelmente intacta há pelo menos 5.000 anos, ainda por cima com uma representação mundial! Mesmo com todas as adversidades ainda temos mais de 15 milhões de Judeus espalhados por mais de 30 países. Só este fato já deixa qualquer um pelo menos intrigado de que alguma coisa de diferente há com este povo.

Qual é sua expectativa para o lançamento deste projeto? Você crê que o público irá gostar desta nova proposta?

Eu tenho certeza que qualquer um poderá se encantar com estas canções e com este CD. Talvez especialmente para muitos dos jovens ele poderá parecer um pouco calmo demais, mas todos nós, independentemente de idade, necessitamos de momentos de reflexão. E além disso, muitas das letras das músicas são o texto original em Hebraico! Pelo menos para a maioria dos Cristãos tenho certeza que será uma experiência impactante escutar as palavras originais, escritas há quase 3.000 anos por Isaías, por exemplo, pela primeira vez… Este CD serve também para acompanhar e aprofundar o estudo daqueles que estudam Hebraico seja na faculdade ou em casa, mesmo. Mas o que mais estou ansioso para ver é a reação dos próprios Judeus. Afinal, a proposta, mesmo, deste trabalho não é de servir como curiosidade para os Evangélicos, mas para abrir as portas para um possível diálogo–artístico-musical que seja!– entre Judeus e Cristãos.

O lançamento de Avinu Malkenu é a realização de um sonho?

Um sonho… Muitos sonhos… de muitas pessoas! Meu, do meu avô por parte de mãe, que é por parte de quem eu tenho a minha ascendência judaica, do meu grande amigo Edson Nunes (que produziu este CD junto comigo) e sua família, de toda a minha família e de tantas outras pessoas que ouviram falar deste cd durante todo o processo e intercederam em oração para que este momento agora pudesse se tornar realidade.

Como tem sido para você estar numa gravadora multinacional entre os escolhidos para inaugurar esse projeto?

Embora eu sonhasse com isto, nunca imaginei que isto poderia se tornar realidade, até mesmo porque, antes de 2010, nenhuma outra gravadora multinacional havia se aventurado com seriedade e propriedade neste mercado. E o ambiente entre os que trabalham na Sony Music, dos que já pude conhecer, é realmente de pessoas apaixonadas por arte e entretenimento, mas com muito profissionalismo e know-how de business. Basta seguir o Mauricio Soares no twitter para constatar isto (@mauriciossoares e @SonyMusicGospel)! Outra coisa incrível, na minha visão, é o fato de terem contratado tantos artistas de tantos gêneros diferentes e, ainda assim, fazerem questão de tratar a todos individualmente, respeitando as características que fazem de cada artista o que é, independentemente de qualquer outra coisa. Basta olhar os projetos gráficos dos CDs lançados até agora que isto fica evidente! A tentativa não é a de enquadrar ou encaixar os artistas dentro de uma visão comercial superficial, mas justamente de descobrir e respeitar a essência de cada um e, depois, analisar como tornar isto interessante para o maior número de pessoas possível e, por fim, alcançar exatamente estas pessoas.

Como é sua rotina diária? Você ainda estuda muito musicalmente falando?

Na verdade eu tenho duas ou três “rotinas” bem distintas. A que mais absorve meu tempo é a de quando estou viajando. Vivo em função da programação da qual vou participar desde a hora em que acordo. Até o que, quando e quanto vou comer depende de quanto tempo ainda falta para a programação! Exercícios de aquecimento, inalação, passagem de som, além de todo o preparo espiritual… Tudo que posso fazer pra melhorar a experiência de assistir uma programação ao vivo comigo, eu faço. Mas desta rotina as horas incontáveis que a gente acaba sempre passando nos aeroportos, fazendo check-in, ou a espera de uma conexão também fazem parte como também, quando há possibilidade, visitas a rádios e tvs e entrevistas também, nas cidades em que há contatos com estes veículos de comunicação.

Quando estou em casa, minha prioridade é descansar, passar tempo com a esposa e os amigos… Me dedico ao “ócio criativo”, que é tentar favorecer o descanso da minha mente e do meu corpo ao ponto de ser capaz de escrever novas músicas, arranjos e desenvolver o conceito para o meu próxmio cd. A gente sempre está meio que pré-produzindo o próximo cd, compondo, fazendo arranjos, imaginando e sonhando o que pode ser o assunto, etc… Desta fase a pesquisa é fundamental. Ouvir muita música, pesquisar sonoridades e instrumentistas e métodos de gravação.

A última “rotina” é a da gravação. Daí tudo gira em torno disso… e seria necessário um livro inteiro só pra falar disto, rs., mas isto é bem mais raro…

É verdade que após este lançamento você já começa a se dedicar a um CD de carreira para o ano que vem?

Ʌ quero tentar fechar meu repertório o mais rapidamente possível pra já começar a gravar no mais tardar em Outubro! Pelo cronograma da gravadora, ele tem que ficar pronto pra ser lançado em Abril, o que para mim será MUITO difícil, rs… Demorei quase 2 anos para gravar o “poemas e canções”, 3 anos para gravar “viver e cantar” e 6 anos para fazer o “Avinu Malkenu”, rsrsrs… Mas agora também vou ter outro tipo de suporte e já sou bem mais experiente em relação às questões de produção. E já estou mentalmente trabalhando neste cd desde o início do ano, também… Vamos ver. Orem por mim!!!

Quais músicas você destaca neste projeto em hebraico?

É muito difícil destacar apenas uma ou algumas… O repertório todo forma uma unidade, mas as músicas que, provavelmente, mais vão se destacar naturalmente especialmente para aqueles que conhecem outras versões destas músicas serão a própria faixa título “Avinu Malkenu”, além de “Adon Olam”, a que escolhemos para ser a música de trabalho “Yerushalayim shel zahav”, “l’cha Dodi” e “osse shalom”.

E como você vê a qualidade da música gospel no Brasil? Quem são suas referências musicais?

Eu acho que com o aumento incrível da quantidade de Evangélicos no país nos últimos 15 anos, a quantidade de música gospel também aumentou vertiginosamente. Antes, investir em música evangélica era uma loucura! Hoje, com o mercado do jeito que está, já se tornou quase uma necessidade ter um alto padrão de produção, até para poder se destacar da quantidade absurda de cds que saem quase que todo dia. E tenho sentido que até o público tem se tornado cada vez mais criterioso e isso é bom! Hoje é necessário buscar o melhor conteúdo espiritual (unção), teológico, a melhor execução, melhor sonoridade, mixagem, arte gráfica… Tudo, enfim!

Eu sou um profundo admirador e fã assumido de João Alexandre. Mas não posso negar minhas raizes, como Novo Tom e Arautos do Rei. Sou muito amigo, também, do pessoal do Oficina G3, do Baruk… Mas tem surgido muita coisa nova e interessante, também como os Irmãos Arrais, Igl3sias, minha prima Laura Morena, que acabou de lançar seu CD, e minha esposa Daniela Araújo, cujo primeiro trabalho deverá ficar pronto até o final do ano.

Finalizando a entrevista, deixe seus contatos, twitter, email, telefones…

twitter: @leonardogoncal7

myspace: http://www.myspace.com/leonardogoncalves7

blog: http://leonardogoncalves7.blogspot.com/

agenda: agenda.lg7@gmail.com ou 11-84086857

ALINE BARROS

20/08, 2010 por  
postado em Entrevistas

aline-entrevDizem que quando criança a pequena Aline não chegou nem a falar, cantou!
A verdade é que aos 5 anos ela já acompanhava seu Pai em suas apresentações pelas igrejas. Aos 10, teve seu primeiro contato com uma gravação e aos 16 anos, conseguiu um feito geralmente reservado a poucos artistas, após muitos anos de estrada.

Sua performance numa jóia musical, “Consagração” , a deixou durante nove meses em primeiríssimo lugar nas paradas evangélicas do Rio de Janeiro, sendo o sucesso estendido por todo o país, o que lhe valeu um convite da Empresária Marlene Matos para duas apresentações no Programa da Xuxa, sendo a primeira cantora Gospel a participar daquele programa.

De lá para cá os convites para Programas não-evangélicos tornaram-se constantes, criando às vezes situações curiosas. Recentemente, ao se apresentar no Programa Fantasia da Carla Perez, passou pelo desconforto de ser convidada a conhecer o Carnaval da Bahia. A “gafe” da apresentadora não afetou sua simpatia. Educada, limitou-se a ouvir.

Recém formada em Biologia pela UFRJ, Aline Barros é atualmente uma das artistas de maior divulgação fora do ciclo evangélico, o que pode facilmente ser explicado por quem a conhece. O carisma do seu jeito meigo de eterna menina só é excedido por sua voz de inconfundível envolvimento e rara sensibilidade.

EVIRT: Você é o exemplo bem sucedido de uma carreira Artística. Já cantava aos 5, aos 10 realizou sua primeira gravação e aos l6 anos foi apresentada ao sucesso que geralmente chega para quem já percorreu muitos anos de estrada. Como foi administrar tão nova este sucesso?

ALINE BARROS: As coisas aconteceram, de certa forma, muito rápido em minha vida. Eu nunca projetei nada para minha vida nesse sentido, simplesmente as coisas foram acontecendo. Na verdade, o que eu sempre pedi a Deus é que guardasse o meu coração, principalmente agora quando se é reconhecida, tendo uma projeção, pois você acaba sendo referencial para muita gente como adolescentes e jovens. Minha vida sem dúvida nenhuma mudou devido aos compromissos e viagens que tenho, mas o meu coração continua sendo o mesmo.

EVIRT: Na música “Consagração” do Anderson Matos, tudo saiu perfeito: Letra, música, arranjo, coral e a sua magnífica interpretação. Como foi isto na ocasião?

ALINE BARROS: “Consagração” tem aproximadamente 6 anos e até hoje é uma das músicas mais pedidas em todas as rádios evangélicas. Foi uma soma de talentos, pois nessa canção Deus usou um pouco do talento de cada um: do compositor, produtor, cantor, músicos, etc. Até hoje, quando a canto, sinto a presença de Deus e é como se fosse a primeira vez. Ë incrível!

EVIRT: Você se tornou uma das Cantoras evangélicas mais conhecidas fora do ciclo evangélico. Como tem sido isto?

ALINE BARROS: Eu costumo falar da Aline antes e depois de “Consagração. O fato de eu ter participado do Programa da Xuxa, deu-me uma projeção nacional dentro do meio evangélico e não evangélico também; hoje recebo vários convites de programas não evangélicos e nos shows não comparecem somente evangélicos. Esse é o meu objetivo: Poder mostrar Jesus para todas as pessoas.

EVIRT: Fale-nos sobre essa experiência no Programa da Xuxa em que você acabou sendo convidada para participar também do Especial de Natal.

ALINE BARROS: As minhas participações na Xuxa sem dúvida contribuíram muito para o meu crescimento, não só para isso, como também para abençoar muitas pessoas e a nossa igreja no Brasil.

EVIRT: Recentemente, no Programa Fantasia da Carla Perez você passou por uma situação desconfortável ao ser convidada a conhecer o Carnaval da Bahia. Têm ocorrido muitas situações semelhantes?

ALINE BARROS: Volta e meia passo por situações assim, mas em todas, Deus tem me dado sabedoria para administrar bem a situação!

EVIRT: Como tem sido a divulgação do seu trabalho aqui no Brasil?

ALINE BARROS: No Brasil as pessoas têm um carinho e um amor muito grande pela minha vida e por tudo que faço. Isso realmente agradeço a Deus e vejo que tudo é fruto, primeiramente de um trabalho aprovado pelo Senhor Jesus. Meu trabalho é bem equilibrado, agradando a todos independente de idade, porém não posso deixar de falar do carinho especial que os adolescentes e principalmente as crianças têm por mim. É muito gostoso isso, é algo verdadeiro!

EVIRT: E a sua recente ida ao Exterior, compromissos Artísticos?

ALINE BARROS: Já fui várias vezes aos Estados Unidos, Argentina, Espanha, tenho convites para o México, Portugal e Japão ainda esse ano. Quero poder ainda em 99 gravar um CD em espanhol, já estamos trabalhando nesse projeto! E com certeza abençoar não só o nosso Brasil, mas também outros Países com o dom que Deus me deu.

EVIRT: Neste ano, o Imperator apresentou um dos maiores nomes da música Gospel mundial, o Cantor americano Ron Kenoly e você teve uma participação. Como foi este acontecimento?

ALINE BARROS: O convite que recebi me deixou muito feliz e honrada, isso aconteceu no ano passado quando o Pr. Ron veio ao Brasil com sua família. Para mim foi uma experiência e tanto. Imagina! Gravar com um dos maiores nomes da música Gospel americana! Fiquei super contente com o convite dele e aprendi muito com isso. Hoje conhecendo o Pr. Ron e toda sua família, o admiro ainda mais; o zelo e o amor que ele tem pela obra de Deus são impressionante!

EVIRT: Há um grupo de jovens aqui do Rio de Janeiro, o Ministério Impacto de Cruzadas Evangelísticas, que em três eventos conseguiu reunir mais de 35.000 pessoas e segundo ele, você tem tido uma participação muito importante.

ALINE BARROS: Que bom! Graças a Deus por isso, porque Deus nos escolheu e nos chama realmente para mexer com essa geração e assim como eu, Deus tem levantado milhares de pessoas para fazer a diferença.

EVIRT: Que avaliação você faz da atual fase da Música Evangélica brasileira?

ALINE BARROS: De uns anos para cá a música evangélica deu um salto em termos de qualidade, até mesmo a abertura que a mídia tem dado a esse tipo de música tem contribuído para o seu crescimento. Eu acredito que tudo isso esteja acontecendo pelo fato das pessoas estarem procurando algo mais, que faça diferença, tocando seus corações, renovando suas forças, trazendo paz, alegria, harmonia em seus lares e tudo isso Jesus faz através da música.

EVIRT: No seu caso, a Família tem uma participação muito ativa. Qual é a participação efetiva dela na administração de sua carreira?

ALINE BARROS: Hoje na minha casa somos todos envolvidos com música. Meu pai sempre viaja comigo, toca guitarra nos shows e administra, junto com minha mãe, a nossa gravadora AB Records; minha mãe também cuida da minha agenda e meu irmão toca guitarra também. Minha família é um presente de Deus para mim.

EVIRT: Você acaba de se formar em Biologia pela UFRJ. Tem algum plano profissional neste sentido ou a música terá sempre sua exclusividade?

ALINE BARROS: Sou apaixonada por Biologia Marinha, mas plano profissional nesse sentido eu não tenho pelo menos por enquanto. Por outro lado a música é algo que está dentro de mim, cresci com ela e hoje faz parte da minha vida. É algo tão bom que se deixar eu canto o dia inteirinho!

EVIRT: Você criou uma gravadora independente para suas gravações. Hoje a AB (Aline Barros) RECORDS é uma produtora em expansão lançando novos talentos evangélicos. Como aconteceu este processo?

ALINE BARROS: A AB Records tem praticamente 1 (um) ano e 6 (seis) meses de atividade e, mesmo com tão pouco tempo, tem crescido muito e eu agradeço a Deus. Temos hoje conosco a “Banda Tempo”, que está lançando seu CD “A Verdade e a Vida”, e ainda o Grupo “Os Nazarenos”, que lançará ainda esse mês o seu primeiro CD (vocês vão se amarrar!!). A idéia inicial da gravadora era dar suporte ao meu ministério, ao meu trabalho, porém, hoje, como falei, temos outros artistas talentosos.

EVIRT: Além da Gravadora, há outros projetos a caminho?

ALINE BARROS: Temos desejo de fazer uma fundação para as crianças que precisam de ajuda. Estamos trabalhando para a realização desse projeto.

EVIRT: Seu carisma fora do meio evangélico parece determinar que você seja predestinada a ultrapassar barreiras e estabelecer um novo conceito para divulgação deste trabalho, não acha?

ALINE BARROS: Realmente, não só os evangélicos curtem o meu trabalho como também aqueles que não são evangélicos e isso me traz uma alegria muito grande. Tenho tido uma abertura grande na mídia fora do meio evangélicos, como os programas de TV. Sou grata a Deus por tudo isso, por ter me escolhido para essa missão tão especial.

EVIRT: A Música Gospel Americana recebe um tratamento especial não só das produtoras, como também dos órgãos de divulgação, fazendo parte até da conceituada premiação do Grammy. Isto está longe de ocorrer aqui no Brasil?

ALINE BARROS: Acho que já foi dado o pontapé inicial. A música Gospel hoje é respeitada e a cada dia que passa tem aumentado seu espaço na mídia; porém, muita coisa ainda vai acontecer, estamos apenas no início!

EVIRT: Notamos, no meio evangélico, um movimento artístico diversificado onde, além da música, outras atividades começam a surgir como coreografia, dança e até carnaval evangélico. Essas atividades mais modernas podem mesmo contribuir para a aproximação do Evangelho?

ALINE BARROS: São estratégias, uma forma diferente de se levar a mensagem de Jesus a todas as pessoas.

EVIRT: Seu atual CD “Sem Limites” é uma reedição de um trabalho anterior. Você está preparando algum trabalho inédito?

ALINE BARROS: Sim. Já estamos selecionando as músicas para o meu próximo trabalho e queremos lançá-lo até o final do ano. Além, é claro, de um CD infantil com participação de outros artistas e que ficará pronto até o Dia da Criança.

EVIRT: Que mensagem final você deixaria aos nossos Leitores?

ALINE BARROS: Parabéns a EVIRT – Editora Virtual e um beijo grande aos leitores. Que o Senhor Jesus Cristo abençoe a todos. “Entrega o teu caminho ao Senhor confia nele e o mais ele fará”. Com amor, Aline Barros.
alinexuxa

“… minhas participações na Xuxa contribuíram muito para o meu crescimento e para abençoar muitas pessoas e a nossa igreja no Brasil”.

Aline Barros

Por: Nelcides Raymundo Entrevista
Fonte: www.evirt.com.br

Igreja Universal completa 33 anos. Confira a entrevista com o Bispo Edir Macedo

12/07, 2010 por  
postado em Entrevistas, Notícias

No dia 9 de julho, a Igreja Universal do Reino de Deus completou 33 anos. Nesta entrevista concedida ao site Arca Universal, o bispo Edir Macedo fala sobre quais eram suas expectativas há 3 décadas, quando tudo começou, como ele vê a Igreja hoje e também sobre como lida com os planos futuros. Confira:

Vendo o crescimento da IURD, ao longo desses 33 anos, que sentimento o senhor tem ao olhar para trás e perceber que tudo começou em um coreto?

Sentimento de que o Espírito de Deus é real e cumpre Suas promessas.

Quando surgiu a ideia de fundar a Igreja Universal, o “projeto” inicial teve a ver com o que ela representa hoje; é como o senhor imaginava?

Não. Se o Espírito de Deus me revelasse o que hoje se vê, certamente riria como Sara quando soube que seria mãe após sua idade avançada somada com seu problema de esterilidade.

Ao longo desses 33 anos, a Igreja deixou de realizar algum projeto? Por quê?

Acredito que sim. Muitos que vieram até ela não ficaram. Apenas uns poucos foram escolhidos, como os 300 de Gideão.

Como é administrar uma obra que está presente em quase todos os países do mundo?

A administração física depende da espiritual. O Espírito Santo tem escolhido pessoas a dedo e, através delas, a tem administrado.

As dificuldades e perseguições enfrentadas fora do Brasil foram (são) as mesmas enfrentadas aqui?

Toda e qualquer perseguição sofrida tem caráter espiritual. Os mesmos espíritos imundos que agem aqui o fazem lá.

Quando a Obra iniciou fora do País, o senhor teve uma preparação para isso?

O Espírito de Deus é Quem prepara Seus escolhidos para servir ao Seu Filho aqui ou em qualquer lugar.

Uma pessoa aos 33 anos de idade pode ser considerada madura. No que o senhor acha que a IURD amadureceu ao longo deste tempo? Quais as mudanças significativas que a Igreja teve com o passar dos anos?

A maturidade depende dos desertos enfrentados. Quanto maior o número de desertos, maior o grau de maturidade. A IURD tem crescido espiritualmente por conta das lutas enfrentadas. As mudanças têm sido muitas, especialmente no que diz respeito ao uso da fé sobrenatural e inteligente.

No Brasil, ainda existe muito preconceito e resistência ao trabalho da IURD e ao nome do senhor. No entanto, recentemente, um repórter, ao entrevistar um sul-africano, se surpreendeu ao ser perguntado se era do mesmo país que o senhor. Como é lidar com o preconceito por parte de alguns e ao mesmo tempo com o reconhecimento por parte de outros?

É natural o preconceito. Jesus, Seus apóstolos e seguidores enfrentaram o mesmo em suas respectivas épocas. Num mundo dominado pelo espírito babilônico não poderíamos esperar flores de seus habitantes. Faz parte da fé cristã. Só os nascidos do Espírito Santo sobrevivem e prevalecem. Não é fácil enfrentar o preconceito por parte daqueles a quem queremos ajudar. Porém, quando lhes é revelada a Luz do Evangelho, então, somos recompensados com sua gratidão.

A Igreja possui muitos projetos sociais, desde o trabalho com crianças, jovens, passando pela alfabetização de adultos e até a preocupação com o sertão nordestino. Portanto, milhares de pessoas já foram e são beneficiadas com eles. A IURD tem em vista outros projetos sociais?

O trabalho da IURD tem sido cem por cento social. Isso por conta da mensagem viva do Evangelho. Jesus não trouxe uma nova religião, mas vida. Quando o ser humano é possuído pelo Espírito de Deus, suas atitudes em relação a Deus, ao próximo e a si mesmo mudam completamente. Daí a razão das pessoas que outrora eram excluídas, hoje, terem suas vidas restauradas e reintegradas à sociedade. Quando o cego passa a enxergar, ele deixa de depender de terceiros, começa a produzir e custear sua própria vida. Quando o bandido é liberto, é menos uma ameaça à sociedade. Infelizmente, a sociedade e o Governo não conseguem enxergar esse benefício social da IURD. O que adianta, por exemplo, dar um prato de comida? Cessará a fome? A IURD, pelo poder da fé na Bíblia, tem conduzido libertação dos escravos de todo e qualquer vício. Assim sendo, ela promove reintegração social muito além do que qualquer outra instituição social. E o melhor, sem receber qualquer ajuda governamental.

Muitas pessoas falam que a construção de catedrais é desnecessária. Por que a Igreja Universal investe em templos grandiosos?

Não somente para devolver às pessoas os benefícios de seus dízimos e ofertas, mas, sobretudo, lhes dar visão da vontade de Deus para suas vidas. Jesus veio para trazer vida e vida com abundância. As catedrais provam isso.

Seu blog tem milhares de acessos. Muitas pessoas se sentem mais à vontade para comentar e pedir orientação espiritual. Como o senhor vê essa interação com o público?

As informações oficiais têm registrado quase 3 milhões de acessos mensalmente. Isso prova que há um enorme benefício para os internautas. Isso prova que nosso trabalho não tem sido em vão.

Vemos que a IURD valoriza a disciplina entre seus membros, obreiros, pastores e bispos. Como essa disciplina interfere no crescimento da Igreja?

O Reino de Deus é feito de ordem e disciplina. Quem não se submete é porque não tem interesse em viver de acordo com Deus. Nesse caso, é melhor buscar outra fonte. Não somos um clube que está à busca de membros. Somos pregadores das Boas Novas do Evangelho. Quem crê e obedece é abençoado. Quem não crê, paciência. Mas, jamais abriremos mão da ordem e da disciplina na IURD. Mesmo que isso signifique prejuízo econômico.

Com o crescimento da IURD, há necessidade de um grande número de voluntários para a Obra. Que tipo de preocupação o senhor tem para a escolha dessas pessoas?

Fazê-las nascer da água e do Espírito Santo.

Quais as próximas metas para a IURD?

Aguardamos inspiração e orientação Divina.

Qual a mensagem que o senhor deixa para os milhões de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus no mundo?

A mesma do meu Senhor: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Ap. 2.10

Fonte: Arca Universal / Gospel+
Via: Gospel Prime

Entrevista com Lúcifer

05/05, 2010 por  
postado em Entrevistas, Palavra

Medite nessa mensagem, veja que foi elaborada com diversas bases Bíblicas, trata-se de uma ilustração, só que da mais pura verdade!

PERGUNTAS A LÚCIFER:

QUEM O CRIOU?
Lúcifer:
Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer:
Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer:
No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer:
Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer:
(reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO PODERIA TER?
Lúcifer:
Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras (como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28:15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer:
Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer:
Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer:
(com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer: Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1Coríntios 3:3; 2Pedro 2:1; 2Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer: (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

“Como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” [Hebreus 3:7,8]

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar a Sua vida em favor dos Seus amigos.” [João 15:13]

Entrevista com o guitarrista Juninho Afram da Banda Oficina G3.

07/07, 2009 por  
postado em Entrevistas

Em entrevista ao Guia-me, o guitarrista Juninho Afram falou sobre a nova fase vivida pelo Oficina G3 e afirmou que “Deus é aquele que pode reconstruir depois das guerra.

Novas experiências. É assim que os integrantes do Oficina G3 têm definido a fase que o grupo vive desde a produção, passando pela finalização e agora, na fase de lançamentos oficiais do novo trabalho da banda pelo Brasil’. Intitulado ”Depois da Guerra”, o álbum traz novidades aos que acompanham a banda há tempos e vislumbra possibilidades de ganhar novos admiradores.

Em entrevista ao Guia-me, o guitarrista da banda, Juninho Afram falou sobre a nova fase vivida pela banda. A entrada de Mauro Henrique no vocal, conhecer novos amigos, a repercursão da banda no meio secular e fatores que merecem a preocupação dos cristãos de modo geral foram alguns dos temas abordados pelo músico. Confira abaixo, a entrevista feita com o integrante do conhecido grupo de rock cristão.

Guia-me: Vocês já têm 20 anos de trabalho e, por que só depois de tanto tempo escolheram gravar um DVD ”elétrico”?

Oficina G3: Na verdade não foi uma escolha [passar tanto tempo sem gravar], infelizmente foram circustâncias. Se dependesse do Oficina G3, nós teríamos gravado todos os trabalhos: ”O Tempo”, ”Humanos”, ”Além do que os Olhos Podem Ver”, ”Elektracustika” e agora, o ”Depois da Guerra”. Infelizmente, aconteceram alguns imprevistos no meio do caminho, mas se Deus quiser, está tudo certo para a gente concretizar a gravação do DVD do ”Depois da Guerra”, incluindo também outras músicas que fizeram parte da nossa história, mas o foco realmente é o ”Depois da Guerra”.

Guia-me: O que o público pode esperar desse DVD?

Oficina G3: Vai ser um lance bem legal. A gente está preparando várias coisas, tem muitos planos em andamento. Tudo para que esse DVD seja muito mais que apenas uma gravação, mas seja realmente uma interação com o público. A gente está buscando fazer um esquema bem interessante para que realmente seja um evento inesquecível.

Guia-me: Os produtores desse novo CD são de grande nome no mercado, mas não são cristãos. Vocês têm buscado ser influência positiva entre eles?

Oficina G3: Com certeza. Acho que mais que ficar falando no ouvido das pessoas, que às vezes eu acho que isso é um erro que o cristão comete – o cristão às vezes quer enfiar o evangelho ”goela abaixo” nas pessoas – mais que isso, acho que o principal lance foi a convivência com a gente. O cristão tem que contagiar mais do que com as palavras. Tem que contagiar com a convivência, com a vida, com o testemunho diário de vida. Podemos dizer que tivemos momentos muito bons com o Heros e o Pompeu [produtores], inclusive em oração, em momentos com Deus. E a gente sabe que eles são escolhidos de Deus, que eles são pessoas especiais, não só para o meio musical e para o Oficina G3, mas principalmente para Deus. Acima de todas as coisas, a gente sabe que o tempo pertence a Deus, mas também sabe que eles não entraram na nossa vida por acaso. Tudo o que aconteceu dentro desse trabalho do Oficina G3, nós cremos que realmente foi vontade de Deus. Para nós foi uma alegria imensa, porque mais que produtores, nós ganhamos amigos.

Guia-me: Como tem sido a adaptação do Mauro Henrique à banda?

Oficina G3: Tem sido muito boa. Ele já está totalmente integrado. Rolou um feed-back muito natural, foi muito legal mesmo. Foi uma pessoa que realmente veio para somar. Um cara que foi um elemento que trouxe algo de bom realmente para o Oficina G3. Então, o que eu posso dizer é que a gente está muito feliz mesmo com esse presente que Deus deu para a gente.

Guia-me: Apesar da recente chegada do Mauro Henrique à banda, a gravação do novo CD mostra uma sincronia muito grande entre as vozes nas músicas. Houve um preparo para que isso acontecesse ou foi algo descoberto aos poucos?

Oficina G3: Na verdade, preparo para isso não existe. O que houve, foram arranjos, para que se desse um aproveitamento de todo o vocal. Nisso tem bastante da mão do Mauro. Ele deu várias idéias muito interessantes e a gente fez com que se aproveitasse mais essa questão da abertura de vozes dentro desse trabalho.

Guia-me: : No ”Depois da Guerra”, percebeu-se um aumento significativo do peso do Rock’n Roll e isso coincidiu com a chegada de um novo vocalista. O Mauro Henrique também influenciou nesse aumento do ”peso”?

Oficina G3: O Mauro somou, com certeza. Mas isso já era algo que realmente já estava no nosso coração. Por isso eu digo que ficamos muito felizes e toda essa história foi muito de Deus. O Mauro não entrou no Oficina, destoando do caminho que já estávamos indo. Pelo contrário: ele olhava para a mesma direção e somou muito. teve uma somatória muito grande e realmente agregou muito ao trabalho. Realmente é um novo tempo do Oficina. Pode-se dizer que Deus está dando esse novo tempo para a gente.

Guia-me: : Recentemente, Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura) elogiou o Oficina G3 pela qualidade do som do Oficina G3. Como vocês reagem a este tipo de repecussão?

Oficina G3: Todo tipo de repecussão é sempre bem vista. É lógico que a gente tem desde as positivas às negativas. Agora, eu fiquei feliz com o Andreas, que fez um comentário. Ele é um músico respeitado e um comentário vindo dele é sempre bem-vindo. Para nós realmente foi muito bem-vinda essa crítica que ele fez ao nosso trabalho.

Guia-me: Os gostos em relação a estilos de música entre os integrantes do Oficina G3 são variados. Como isso é administrado para que haja um equilíbrio musical na banda?

Oficina G3: Na verdade, em estilo, todo mundo é diferente um do outro, mas no geral todos nós aqui temos a mesma visão musical. Óbvio que exitem diferenças, até na questão de gosto musical, mas, no geral, na raiz e o tipo de Rock’n Roll, todo mundo é meio padrão, por isso que não existe uma divergência, não existe uma grande dificuldade para se fazer as coisas. É certo que A gente pensa bem diferente em relação a várias coisas, mas essa maneira diferente de cada um pensar em letras e arranjos faz com que a somatória fique interessante. Sempre sai alguma inusitada, alguma coisa nova. Então, essa mistura é bem interessante.

Guia-me: O novo trabalho ilustra um ambiente de guerras e traz, no próprio som, um certo pesar que elas trazem à humanidade. A escolha desse tema traz alguma intenção especial da parte de vocês quanto a isso?

Oficina G3: Esse trabalho poderia até ser chamado de temático. Ele fala sobre os vários tipos de guerras: externas e internas – que acontecem dentro da nossa mente e do nosso coração. Mas, inicialmente isso não foi proposital, ele não foi escrito dessa maneira, com o propósito de ser um trabalho temático. No entanto, no desenrolar, na produção esse trabalho, isso foi tomando forma. Então, pode-se dizer que o grande foco realmente é esse. A gente pode ter guerras, mas em resumo é o seguinte: Deus é aquele que pode reconstruir depois das guerras. Não importa qual seja a guerra que a gente esteja vivendo, qual a situação que nós estejamos vivendo, Deus pode reconstruir. Mas esse trabalho também retrata – e é um ponto muito forte, que a gente bate muito nisso – a guerra que acontece entre o povo de Deus. Nós somos o exército mais dividido da Terra. O exército que mata os seus feridos. Então realmente, isso precisa mudar, isso precisa ser alertado, falado para quem quiser ouvir.

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